O aumento no número de acidentes fatais no trecho da BR-472, na localidade de Guia Lopes, reacendeu o debate sobre segurança viária no município. O vereador Rafael Rufino voltou a cobrar providências do DNIT, afirmando que o órgão federal permanece omisso diante da gravidade da situação.
Segundo o parlamentar, moradores convivem há anos com colisões frequentes, muitas delas com vítimas fatais, sem que intervenções estruturais tenham sido implementadas. “O número de mortes aumenta enquanto o departamento ignora.”, questionou durante sessão ordinária na Câmara.
Uma comitiva de vereadores chegou a se deslocar até a unidade do órgão em Cruz Alta para apresentar formalmente a demanda. Entre as solicitações estavam melhorias na sinalização e a instalação de redutores de velocidade. No entanto, não houve retorno positivo por parte do departamento.
Moradores da região relatam medo constante ao acessar a rodovia, principalmente em horários de maior movimento e durante a noite, quando a visibilidade é reduzida. A combinação de alta velocidade, fluxo intenso e sinalização insuficiente transforma o local em um ponto crítico de acidentes.
Durante as últimas sessões legislativas, Rafael Rufino reforçou a cobrança para a instalação de lombadas como medida imediata e a possibilidade de execução futura de uma via paralela e afirmou que irá acompanhar de perto o problema até encontrar uma solução. Não descarta, inclusive, uma ação conjunta com os moradores em forma de mobilização popular às margens da rodovia para mostrar a insatisfação diante do descaso com que o DNIT tem tratado o tema.
“O DNIT e o Ministério dos Transportes precisam agir antes que mais vidas sejam perdidas. Não queremos protestar por protestar, queremos solução. Mas, se nada acontecer, a comunidade vai se manifestar”, declarou o vereador.
Enquanto isso, moradores e usuários da estrada seguem aguardando respostas. A cada novo acidente, cresce a sensação de abandono e a pressão por intervenções imediatas aumenta. Para a comunidade local, a questão já deixou de ser apenas trânsito — tornou-se um problema de segurança e de preservação de vidas.










