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Sobre este título (reminiscências) escreverei mais de uma coluna, porque achei muito interessante a matéria escrita para o meu LIVRO DE MEMÓRIAS e espero que os leitores também gostem. É, na verdade, uma palhinha que estou adiantando.

‘Nos primeiros oito anos desde minha chegada em S. Rosa, as minhas atividades no mundo social eram intensas, mas eu conseguia desempenhar sem prejuízo das minhas funções no serviço público. Acho que isso foi possível porque era jovem, além do que, fazer muitas coisas ao mesmo tempo sempre fez parte da minha personalidade e, na época, da minha alegria de viver em uma cidade receptiva e acolhedora como sempre foi Santa Rosa. Hoje meu envolvimento na comunidade não é muito diferente mas, pelo menos, consigo me organizar melhor e não ser em tudo em que me envolvo. Para ter uma ideia, de 1959 data da minha aterrissagem na então capital do soja (soja no gênero feminino só foi concebida a partir de 1970, em face de uma consulta feita ao saudoso e respeitável professor Lauro Lenz). Até 1967, com a ajuda das inúmeras amizades que já havia conquistado, eu já escrevia a coluna “Ronda Social” para o Jornal A Serra, mantinha um programa radiofônico na Rádio Sulina de Santa Rosa, produzido e apresentado por mim no Bar e Restaurante Capri. Nome do programa: ‘Paulo Madeira Convida’, no qual tive a honra de entrevistar Ieda Maria Vargas – Miss Rio Grande do Sul -, Maria Leonidia Wienantz – eleita Rainha das Piscinas do Rio Grande do Sul pela Sociedade Ginástica Vigor -, Maria do Carmo Bragança (hoje Maria do Carmo Bragança Zeni) e outras personalidades daqui e do Estado; já fazia parte das diretorias dos clubes Cultural e Concórdia.

Como um dos fundadores da Sociedade Ginástica Vigor, na condição de diretor social, lançamos a candidatura de Maria Leonidia Wienantz para concorrer na segunda edição do concurso Rainha das Piscinas do Rio Grande do Sul. A menina foi vencedora do concurso e recebeu a faixa de Ieda Maria Vargas que havia vencido a primeira e já concorria à Miss Brasil, vencendo após o certame de Miss Universo. Nesse mesmo período, havíamos criado a primeira Escola de Samba da cidade, a Escola de Samba Bafo da Onça, que deu muito o que falar até nos dias de hoje. Os clubes não iniciavam os bailes carnavalescos antes da chegada e apresentação da escola; na primeira noite no Clube Cultural, na segunda, no Clube Concórdia e na última no Clube Sepé Tiarajú, no ano seguinte invertia a ordem e assim por diante. Na mesma época criamos o ‘Conjunto Melódico Paulino’, quando os quintetos, tocando a ‘bossa nova’ substituíram as ‘big bands’ e o samba tocado e dançado nos salões enfumaçados das casas de espetáculo e diversões. João Gilberto, Edú Lobo, Menescal, Carlinhos Lira e Tom Jobim lançavam o novo ritmo nas praias de Copacabana e que foi exportado para os Estados Unidos, como a “onda que nasceu no mar”.

Na arte musical, esta foi minha primeira atividade como profissional e fora do serviço público; no quinteto (integrado por 6 e até mais músicos) eu fui baterista. Nessas duas últimas empreitadas tivemos a colaboração muito especial de idealistas e amantes da música, como Paulo Heitor Fernandes (É isso mesmo, o PhF em pessoa), Carlos Fernando Westphalen Santos (já falecido), Prof. Ari Capellari, que apesar de não enxergar, concluiu a faculdade de direito, Joaquim de Quadros (falecido a poucos meses), João Batista Lemos, Elcio Prestes, Santino Ferreira (os dois últimos, já falecidos), Hugo Dreher (também falecido), maestro de saudosa memória, Lourival Garcia que mais tarde adotaria o nome artístico de Sávio Araújo, Stanislau Sborowski e Angelin Loro (músicos eruditos), todos atuando no Melódico Paulino.

Na próxima edição do JORNAL escreverei sobre a segunda parte da matéria. Até sábado.

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