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Não desejo falar do ‘buraco negro’, aquele que assusta até nossas galáxias e que dizem, existem muitos. Não sou cientista e não, tenho nenhum interesse no que existe no espaço sideral, tenho apenas curiosidade. Quem não a tem? Mas como brasileiro e jornalista, aí sim, sinto-me apreensivo e preocupado com o rombo da previdência, da nossa previdência (social) e, muito mais ainda, com a indiferença, a má vontade e, sem exagero, a atuação preconcebida de nossos deputados em aprovar uma previdência de mangas curtas, sem nenhum resultado positivo para os segurados e sem nenhum efeito capaz de reduzir o rombo que o déficit previdenciário está deixando a cada ano ao caixa do país.

Tal rombo, ameaça alcançar a soma estratosférica de R$1trilhão em dez anos. E qual a causa dessa inanição dos nossos parlamentares? Medo de perder privilégios. Só isso! Deixemos para lá o parlamento, afinal somos culpados; nós os colocamos naquele sodalício. Mas, é sobre o tamanho e as causas desse buraco que desejo me reportar aos que me lêem. Não tenhamos complexo algum de culpa, nós não fizemos nada de errado, fizemos o que as maiores potências mundiais o fizeram e estão pagando o mesmo preço. Na verdade a Previdência virou uma bomba-relógio que pode explodir daqui a dez anos se não fizermos nada que o impeça, agora. Não estamos em condições de açoitar nem Bolsonaro, nem Paulo Guedes, o que tais políticos tentam administrar é uma herança maldita, nada mais.

Pior seria se eles não estivessem fazendo nada, mas já está lá na Câmara um projeto de uma nova Previdência encaminhada pelo Poder Executivo. Voltando ao tema, preciso dizer aos nossos queridos leitores: a cada 24 horas, o déficit do sistema de pensões em oito das maiores economias do mundo aumenta em US$ 28 bilhões (R$ 115 bilhões) – uma bomba-relógio que vai explodir em 2050, quando a cifra total chegar a US$ 400 trilhões, o equivalente a cinco vezes o tamanho da economia global, de acordo com um estudo do Fórum Econômico Mundial. A análise incluiu Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Canadá, Austrália, China, Índia e Holanda e destaca que não é preciso esperar três décadas para ver como o financiamento das pensões pode desmoronar. Então, meus amigos, estamos no mesmo barco.

No Brasil, o debate em torno de uma reforma da Previdência gera polêmica na corrida eleitoral, inclusive sobre qual é o tamanho do rombo do sistema de pensões – alvo de disputa entre diferentes correntes políticas. No fim do ano passado, o governo de Michel Temer chegou a elaborar um projeto de reforma no INSS, mas foi derrotado no Congresso. Então, meus amigos a gente não sabe o que ‘eles’ realmente querem, só sabemos o que ‘eles’ não querem: a perda dos privilégios. Enquanto isso, esperemos o rombo chegar a um trilhão. E o pior é que tenho três netos e não gostaria de deixar essa herança para eles.

Até sábado.

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