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Não. A pergunta não foi feita para o Heitor, meu amiguinho de dois anos de idade. Foi dirigida para a Luiza, minha sobrinha preferida. Claro que ela não vai crescer muito além dos seus 1,45 cm atuais. Me referi ao crescimento cultural, a necessidade premente de construir o futuro através da única ferramenta que proporciona o sucesso: o estudo, a formação intelectual, acadêmica. E se me considero digno de dar opiniões na vida dessa guriazinha é porque sou amigo de seu pai. Este, sim, é um gênio, um autodidata. Personifica a sapiência. Além da amizade com o pai, tenho um predicado essencial: sou velho e preciso me manter ocupado, como convém a um velho. E os anciões sempre têm alguma coisa para dizer. Os velhos desempenham o papel de livros, os velhos não contam apenas as histórias do passado, mas as histórias dos seus erros e acertos, as histórias da vida, revelam acertos mas também erros que não deveriam ter cometidos. Então, ele transmite ao jovem a capacidade deste refletir sobre a realidade e suas conseqüências antes de tomar decisões ou praticar ações que possam trazer benefícios, ou malefícios.

Numa relação de amizade e respeito é esse processo de falar e de ouvir que amadurece as idéias antes de convertê-las em obras e fatos. O aprendizado deve ser resultado da conexão entre o conselheiro e o aconselhado. Com esse introdutório, quero lhes contar que gosto de incentivar, entusiasmar meus jovens amigos a atingir seus limites. (Que são ilimitados). Fiz isso com meus filhos. Não adotei um processo de cobrança, fui um incentivador. É isso que estou fazendo com a Brenda, a Larissa, a Luiza, a Luana. Tentando mostrar que a vida não se empurra com a barriga. Devem entender quando vosso pai está sendo um chato ou um super chato. O sentimento deles é puro, é justo, é humano, é de interesse de cada um de vocês. Eles estão agindo como convém a cada um desses pais. A forma deles cobrarem dos filhos varia como a previsão do tempo mas o objetivo é o mesmo: o sucesso de vocês.

Os pais e até mesmo este amigo de vocês sabem que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Quem não pensar assim tem a imaginação pequena. Nelson Mandela falou isso. Só o saber liberta, emancipa, faz crescer. Um pai pode querer ser o melhor pai do mundo mas se for compassivo, tolerante, omisso, moderado com o estudo dos filhos, não está sendo bom pai. Vai acabar ofuscando o futuro destes. Meu tio Protásio não estudou porque não tinha dinheiro. Não teve dinheiro porque não estudou. Protásio foi pai do Cláudio, que é pai da Luiza. Ambos foram incentivadores na busca do saber. Diziam que todos, absolutamente todos, possuímos lacunas de formação devido a situação econômica precária, falta de responsabilidade do jovem, bagunça do sistema educacional, a incompetência exorbitante de muitos professores. Tudo isso prejudica a cadeia do saber. O que não podemos, pais e alunos é negligenciar. Há que ter a teimosia do aprender. Sem isso a esperança é natimorta.

Mas obstáculos são superados com dedicação. O jovem deve pensar que a sua intelectualidade deverá ser o oposto do raso da minha ignorância. É uma questão de opção. Luiza, Larissa, Brenda, Luana, desculpem de pareço prosaico, maçante, pedindo que leiam o máximo que puderem. Acredito que para ter clareza de expressão, escrita criativa, percepção clara de textos, capacidade de interpretação, atingir dez numa redação, só existe um caminho: leitura, muita leitura. Dedicação! Aproveitem bem o tempo atual. Estudem. Esqueçam que se recupera o tempo perdido. Isso é uma falácia. Tempo perdido é “tempo perdido”. Irrecuperável. Não espero que vocês sejam prodígios. Sejam apenas normais, esforçadas, responsáveis. Estudem!

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