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Governo do RS inicia volta às aulas presenciais a partir de 20 de outubro nas escolas estaduais

Ensino médio e técnico são os primeiros níveis a retornar. Turmas dos finais do ensino fundamental voltam a partir de 28 de outubro e dos anos iniciais, a partir de 12 de novembro. Por G1 RS

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O governo do estado anunciou na quarta-feira (14) o calendário de retorno das aulas presenciais nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul. As primeiras turmas a voltarem serão dos ensinos médio e técnico, a partir da próxima terça-feira (20).

Anos finais do ensino fundamental retornam a partir de 28 de outubro e anos iniciais, a partir de 12 de novembro.

“Desde o final de julho, o estado observou uma redução nos casos, uma estabilização nas internações por coronavírus, no mês de agosto, e uma redução a partir de setembro”, pontuou o governador Eduardo Leite. “Muitas escolas da rede privada já retornaram, e o retorno se mostrou seguro, sem intercorrências. Portanto, o governo do estado que fez toda a lição de casa, está promovendo este retorno”, conclui.

Teto de 50% e protocolos de segurança

Medidas de segurança anunciadas anteriormente foram mantidas, como a organização de um Centro de Operações de Emergência, elaboração de um plano de contingência e criação de uma logística de acessos, fluxos e transporte dos estudantes.

A retomada da rotina pelos alunos, entretanto, não é obrigatória, assim como para professores em grupos de risco. De acordo com o secretário de Educação, Faisal Karam, o plano de contingência deve respeitar um teto máximo de ocupação de 50% dos estudantes, que irão voltar de forma alternada.

“Como a gente sabe que parte significativa dos pais não irá enviar seus filhos, não iremos trabalhar com a capacidade máxima. O aluno que vem de forma presencial estará de forma remota na semana seguinte, e se tiver algum problema de acesso, levará as atividades de forma impressa para casa. Este revezamento permite trabalhar com distanciamento social significativo. É um crescimento gradual do retorno”, explica.

CPERS cita problemas

Qualquer aluno, professor ou funcionário que manifestar algum sintoma gripal não deve ir à escola. Além disso, os materiais não devem ser compartilhados.

No entanto, a presidente do CPERS, Helenir Schürer, considera que ainda faltam recursos para melhorar as estruturas e em uma semana ainda poderá haver problemas nas escolas. Ela reivindica a testagem geral dos funcionários e professores antes do retorno.

“No papel, fez investimentos, mas na verdade não chegaram às escolas ainda. Além dos EPIs, continuam problemas estruturais. Nada mudou”, analisa.

Segundo o governo, um investimento de R$ 270 milhões foi feito na rede estadual para tornar o retorno seguro. Em equipamentos de proteção individual, como máscaras e termômetros, o valor investido é de R$ 15,3 milhões.

“Educação é um item essencial do indivíduo e de formação da sociedade. Não podemos nos resignarmos de vermos tantas outras atividades retornando e a educação não voltar, quando é do interesse de todos”, complementa Leite.

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