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Dra. Erica Romano fala sobre as vacinas e suas possíveis reações

Médica Imunologista explica que uma reação vacinal é uma resposta imunológica do organismo

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Em 2020, quando estourou a pandemia, rapidamente os cientistas se prontificaram a desenvolver uma vacina eficaz, que conseguisse prevenir e amenizar o caos que assolava todos os países. A impressão que aparentava era como na Guerra Fria, em que aconteceu a corrida armamentista, mas que agora, foi possível visualizar um outro tipo de disputa, desta vez do bem, de quem conseguia produzir a primeira vacina eficiente.
Conquanto, logo que começaram a aparecer às mesmas, bem como a vacinação, de fato em idosos e indivíduos da linha de frente contra o vírus, o que mais se questionou foi sobre as reações. Isso porque, muitas pessoas tinham incertezas e medos sobre tomar a vacina devido a essas reações. Porém, Erica Ferreira Romano, Médica Imunologista, afirma que reações vacinais são situações normais.
A profissional explica que, na verdade, quando se aplica uma vacina é esperado que haja uma reação do sistema imunológico, criando imunidade. “Algumas vezes percebemos essa reação, e podemos, então, adquirir febre e dor no corpo. Isso não é uma doença, não é uma coisa anormal e não é alergia da vacina. É simplesmente o sistema imunológico trabalhando. Na maioria das vezes, não notamos essa reação. O sistema imunológico pode produzir imunidade em silêncio, ou reagir só no local da aplicação. Tudo isso faz parte da normalidade: não sentir nada, ter reação só no local da aplicação ou ter febre e dor no corpo”, explica.
Por conseguinte, nem sempre os indivíduos terão as mesmas reações, mesmo que sendo algo normal, pois cada organismo é único e cada um reage de um jeito. Além disso, a mesma pessoa, ainda, pode reagir diferente em cada dose da vacina.
Erica exemplifica as reações mais recorrentes entre os sujeitos:
Reações vacinais muito comuns: dor no local da aplicação, vermelhão, inchaço, calor na pele. Esses sintomas geralmente começam 12 a 24h após a aplicação. Duram 48h e desaparecem sozinhos, sem necessidade de medicação.
Reações vacinais comuns: dor no corpo, febre, fadiga. Igualmente os sintomas duram 48h e desaparecem.
Dessa forma, as reações no local da aplicação, a febre e a dor no corpo são reações vacinais “normais”, esperadas após qualquer imunização. “Se houver reação que esteja incomodando, sugiro compressas frias no local da aplicação e analgésico/antitérmico no caso de febre e dor no corpo. E esperar passar”, indica.
Contudo, a Médica acrescenta que é importante lembrar que existem reações inesperadas, que não são normais após vacinas e essas, sim, se devem cuidar, sendo: vermelhão no corpo todo, convulsão, falta de ar e desmaio. “Nesses casos, é preciso procurar um serviço de emergência”, ressalta.
Não existe alguma forma definitiva para ‘amenizar’ essas reações. Portanto, a Especialista recomenda que, geralmente, não se aconselha o uso de medicação antes da vacinação, com o intuito, dessa forma, de prevenir reação. “Algumas medicações podem prejudicar o funcionamento do sistema imunológico e não deixar o corpo criar imunidade direito”, esclarece.
Algumas vacinas desenvolvidas em uns países apresentam contraindicações, que são disponibilizadas para que, indivíduos que possuem alguma alergia a certos componentes, não tomem para assim, não ocorrer reações indesejadas. Mas, em relação as duas vacinas que estão circulando por Santa Rosa, Erica Romano comenta que não possuem esse risco e as pessoas podem tomar tranquilas. “As vacinas que estão sendo usadas (CoronaVac e AstraZeneca/Oxford) em geral não tem contraindicação. Não envolvem alergias alimentares, não contem neomicina, timerosal, nem nenhum componente hipersensibilizante”, relata e alerta que, ainda por falta de estudos de segurança, não devem ser aplicadas em menores de 18 ano e gestantes.
“Vacinar é a grande chance que temos de sobreviver a essa doença, que têm levado tanta gente querida. Quando chegar a sua vez, não perca essa oportunidade”, suplica e conclui a Médica Imunologista.

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