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Pix: a forma como você faz pagamentos nunca mais será a mesma

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Você deve ter ouvido falar muito nos últimos dias sobre um tal de PIX, Pix pra cá, pix pra lá…mas afinal de contas, quem é esse cara? Para que serve? Qual a sua importância? Como posso usar? Nessa semana a reportagem do Gazeta conversou com duas pessoas que atuam no Sistema Sicredi e estão diretamente ligados ao famoso Pix, para poder esclarecer muitas dúvidas.
A notícia está sendo amplamente repercutida, gerando muitas dúvidas e despertando a curiosidade entre os consumidores. Na verdade, a explicação é simples: sabe quando você precisa pagar ou transferir uma quantia em dinheiro no meio da tarde e a outra pessoa ou empresa que vai receber precisa esperar até o dia seguinte para a confirmação do valor? Com o Pix, essa história de esperar será praticamente coisa do passado, pois a solução promete fazer a operação imediatamente, com um simples clique.
Basicamente, segundo Gisele Rodrigues, Superintendente de Soluções de Meios de Pagamento do Sicredi, o Pix é uma nova forma de transferir, pagar e receber valores, trazendo ainda mais liberdade, segurança, agilidade e conveniência aos usuários. Neste momento, o que está acontecendo é um movimento das instituições financeiras para um processo de cadastro para utilização da ferramenta, no qual quem tem uma conta em um banco ou instituição financeira cooperativa como o Sicredi, por exemplo, já pode confirmar o interesse no uso do Pix, que começará a funcionar em todo o país a partir de 16 de novembro.
É importante destacar que o Pix não é um novo aplicativo e sim mais uma função que passará a ficar disponível dentro das plataformas digitais que você já usa, como o aplicativo da sua instituição financeira ou o internet banking. Por lá, via ícone Pix, será possível fazer facilmente o pagamento instantâneo pelas “Chaves Pix” cadastradas ou ainda através da leitura de QR Code. A operação poderá ser feita entre pessoas físicas, jurídicas e governo para pagamentos das Guias de Recolhimento da União.
Neste momento, você deve estar se perguntando: mas, afinal, será seguro fazer transferências pelo Pix? A resposta é sim! Todas as operações serão criptografadas, rastreadas e monitoradas 24 horas por dia durante os sete dias da semana, seguindo os mais rigorosos protocolos e com um sistema que se comunica diretamente com o Banco Central, a fim de evitar fraudes. Vale reforçar que mesmo com o Pix disponível, os consumidores ainda terão a opção de usar as alternativas tradicionais para movimentação de valores, como o DOC (Documento de Ordem de Crédito) ou a TED (Transferência Eletrônica Disponível).
O grande diferencial do novo meio de pagamento é que ele é um passo importante na evolução do Sistema Nacional Financeiro (SFN), pois a novidade chega para modernizar os mecanismos do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que até então eram guiados por um conjunto de regras existentes há quase duas décadas. E além de muito mais segurança, eficiência e agilidade nas operações, a ferramenta também vai ao encontro de uma série de iniciativas das instituições financeiras voltadas para uma jornada de transformação digital na relação com clientes e associados. “Caminhamos para nos tornar uma “sociedade cashless”, com operações financeiras mais sustentáveis, sem circulação de moeda em espécie, sem os riscos gerados na movimentação do dinheiro físico, com menos impacto ambiental e muito mais digital, com tudo disponível por meio de um simples clique, 24 horas por dia, sete dias por semana”, disse Gisele.
Conforme Sandro Fin, Gerente Comercial da Sicredi União RS, com a revolução tecnológica em curso, se possibilita a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio e a redução do custo social relacionada ao uso de instrumentos baseados em papel. Além disso, o Pix é mais barato. “Pessoa física conta com o serviço de graça e, para pessoa jurídica, o custo é mais acessível em comparação aos outros serviços do tipo. Sem falar na rapidez, em apenas alguns segundos (10 a 12 segundos) após a transação, o dinheiro entra na conta de destino”, destaca Sandro.
Ele frisa que o mais importante de toda dessa transformação tecnológica nos meios de pagamentos é que ela vem para servir e empoderar o usuário final, no caso do Sicredi “os Associados”, trazendo uma nova forma de transferir, pagar e receber valores com mais liberdade, segurança, agilidade e conveniência.


Abaixo, Sandro relata, através de exemplos, como usar o Pix, confira:

Imagina algumas situações que envolvem pagamentos que podem acontecer com você hoje:

** Você contratou um jardineiro, um eletricista, enfim, você contratou um profissional e após ele concluir seu trabalho, ele apresenta o valor do seu serviço. Imagina que o valor tenha sido R$ 200,00. Quais as opções que você tem para realizar esse pagamento?

** Pagar em dinheiro, porém, você terá que ter esse recurso disponível, algo que nem sempre temos em mãos, precisando ir até um caixa eletrônico ou agência para sacar.

**  Poderá pedir para “passar o cartão de crédito, porém, o profissional pode não ter a dita “maquininha” e caso ele tenha, muitas vezes ele não faz questão, porque terá um custo nesta transação (taxa de intermediação que é cobrada sobre o valor transacionado do proprietário da maquininha);

** Poderá pagar fazendo uma transferência da sua instituição financeira para a instituição financeira do profissional. Se for uma Instituição Financeira diferente da sua, você terá que fazer uma TED (transferência eletrônica disponível) porém, terá que saber qual o Banco, número da conta, número da agência, número do CPF e nome completo. Dependendo do horário, o valor somente será transferido no outro dia e se for no final de semana ou feriado, somente será transferido no próximo dia útil. E o pior de tudo, caso você exceda o número de TED´s disponíveis no seu pacote de serviços em sua Instituição Financeira, você terá que pagar por essa transferência.

Então, voltando no exemplo do profissional que prestou um serviço para você, além de todas as opções de pagamentos, você poderá fazer um Pix para ele. Caso ele já tenha cadastrado uma chave Pix no aplicativo da sua Instituição Financeira, basta ele passar a chave (CPF, ou número celular ou e-mail) e você acessará o aplicativo da sua Instituição financeira, opção Pix e digitar a chave pix deste profissional e o valor a ser transferido. Esse valor será creditado na conta do profissional em até 12 segundos, mesmo sendo um final de semana ou feriado, independentemente do horário. Caso esse profissional ainda não tenha cadastrado a chave Pix, não tem problemas, você poderá fazer um Pix da mesma forma para ele, porém, o único contratempo será solicitar todas as informações da conta dele como Banco, Agência, Conta, Nome completo e CPF.
Outra situação muita usada no Pix é a geração de QR Codes. Qualquer pessoa ou empresa pode gerar um QR Code no PIX com os dados da sua conta. Ao enviar este QR code para outras pessoas ou disponibilizar no ponto comercial através de um display, banner, cartaz, vai facilitar o pagamento para seus clientes. Para melhor compreensão vamos trazer uma situação o abaixo:

1 – No Restaurante do Zé, além das formas já convencionais de pagamento (dinheiro, cheques, maquininha de cartões, boletos de cobrança, TED), o Zé gerou um QR Code no Pix com os dados da sua conta e disponibilizou esse QR Code para os seus clientes (banner, cartaz, display, whats card). Os clientes do Restaurante do Zé, no momento de pagar a conta, ao invés de usar os meios tradicionais de pagamento, agora estão pagando através do PIX, ou seja, estão capturando o QR Code com seus celulares (aplicativo da sua Instituição Financeira) realizando o pagamento de forma simples, moderna e sem custo. Indiferente de qual for a instituição financeira do Restaurante do Zé e de qual for a Instituição Financeira do cliente do Restaurante, o cliente ao fazer o pagamento através da captura do QR code via Pix, não terá custo nenhum de transferência. Bom para o Zé que irá receber à vista (em até 12 segundos) reforçando seu fluxo de caixa, tendo menos custos operacionais, pois caso o cliente pagasse via cartão o Zé teria os custos da operação da maquininha. O mesmo exemplo serve para uma pizzaria com tele entrega ou qualquer outra empresa.

2 – Outra situação poderia ser uma reunião de amigos (uma churrascada no final de semana). No final da festa é hora de fazer o tradicional “racha” das despesas. O anfitrião faz a conta e chegou no valor de R$ 65,00 para cada participante. Neste caso, basta o anfitrião da festa gerar um Qr Code no Pix e enviar para seus amigos realizarem o pagamento (fazer um Pix sem custos) ou ainda, caso não queira gerar o QR Code, poderá simplesmente comunicar aos seus amigos a sua chave Pix (CPF, Celular ou e-mail) e seus amigos com essa informação, poderão acessar a sua conta no aplicativo da sua instituição financeira, ir no menu na opção Pix, digitar a chave pix do beneficiário (anfitrião), o valor de R$ 65,00 e confirmar a transferência. O valor será transferido em até 12 segundos, sem custo para nenhum dos participantes, indiferente de qual for a Instituição Financeira dos participantes.

 

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